#190 Bebi o Repórter
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Legenda
Bebi o repórter, estava cansado e já passou por dias melhores. Corrigindo: o preço do Casa Valduga Villa Lobos Cabernet Sauvignon foi de estrondosos R$178,00 por garrafa.
Transcrição
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sobre o episódio do stf, minha conclusão é anticlimática para quem aguardava grandes revelações. não me parece um edital dirigido, mas sim mal feito e ignorante. os termos foram copiados, ipsis litteris, de uma licitação de 2015 feita para os cerimonais do itamaraty...
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... o documento do itamaraty justifica – porcamente, por sinal – as escolhas e requisitos. como quatro prêmios internacionais, ou passagem por barrica, ou que o sauvignon blanc tem que ser necessariamente da safra 2015 ...
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...excerto do documento do itamaraty: "vinhos brancos não são tão longevos quanto os tintos. ademais, um dos principais atributos desses vinhos é o frescor da bebida, exigindo, portanto, que eles sejam recentes." por isso que exigiram sauvignon blanc 2015 & chardonnay 2013 ou posterior...
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...o stf, ao copiar o edital, ignora essa justificativa ao não atualizar para nosso presente ano de 2019. além disso, acho pouco provável que algum produtor ainda tenha sauvignon blanc 2015 disponível na quantidade solicitada...
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...e como todo mundo adora uma intriga, aqui vão os vinhos comprados pelo cerimonial do itamaraty em 2015. preparem o coração e o estômago...
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espumante brut salton evidence R$49,50 × 2.000 gfs.
tannat – assemblage salton talento R$69,00 × 500 gfs.
merlot salton desejo R$29,28 × 1.000 gfs.
chardonnay salton virtude R$34,90 × 1.000 gfs.
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espumante extra-brut casa valduga gran reserva R$148,50 × 1.000 gfs.
cabernet sauvignon casa valduga villa lobos R$29,28 × 1.000 gfs. [Nota: corrigido na legenda para R$178,00]
sauvignon blanc casa valduga raízes R$69,72 × 1.000 gfs.
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senhoras e senhores vinhateiros, está aqui demonstrada a utilidade de inscrever vossos vinhos em todos concursos e premiações possíveis. fica a dica.
Explicação
O post aborda a polêmica licitação de vinhos do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019, conhecida como o caso "lagostas e vinhos premiados". O autor argumenta que o edital não foi necessariamente "dirigido" (fraudado para favorecer alguém), mas sim copiado por ignorância de uma licitação antiga do Itamaraty (2015). Ele aponta que o STF exigiu vinhos brancos de safras antigas (2015) em 2019, copiando a exigência de "vinhos recentes" do edital original de 2015 sem atualizar os anos, o que contradiz a própria justificativa de frescor. Por fim, lista os vinhos brasileiros (Salton e Casa Valduga) comprados pelo Itamaraty em 2015, com preços e quantidades, sugerindo que prêmios e concursos são valorizados nessas compras públicas. O título "Bebi o Repórter" provavelmente faz alusão ao trabalho de investigação jornalística feito pelo autor para desvendar a origem do edital.